Hospital da Mulher atenderá pacientes com novo coronavírus em São Luís.

Hospital da Mulher atenderá pacientes com novo coronavírus em São Luís.

O Hospital da Mulher, situado em São Luís, atenderá a partir da próxima semana pacientes com o novo coronavírus (Covid-19) na rede municipal de saúde da capital.

O Hospital da Mulher tem 53 leitos que estarão totalmente reservados para os pacientes diagnosticados com a doença. Para isto, a unidade está recebendo novos equipamentos e mobiliário, readequou todo o seu fluxo de atendimento e as equipes médicas e de enfermagem estão passando por treinamento.

O Hospital da Mulher é habilitado pelo Ministério da Saúde como referência de assistência em alta complexidade na especialidade médica de neurocirurgia. Em razão da pandemia da Covid-19, ele foi definido como a unidade de referência na rede de saúde municipal para atendimento a estes pacientes.

Para isto, a unidade teve as cirurgias eletivas suspensas e todo o atendimento de neurocirurgia foi transferido para uma ala montada no Hospital Municipal Djalma Marques (Socorrão I), no Centro, para onde foram transferidos todos os pacientes internados na unidade. O último paciente foi transferido na quarta-feira (1º).

O Hospital da Mulher receberá apenas os pacientes que sejam encaminhados de outras unidades de saúde, ou seja, a população não deve buscar atendimento no local. Quem apresentar sintomas de Covid-19 deve procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) Cidade Operária, Itaqui-Bacanga ou Vinhais, que são as unidades porta-aberta para este atendimento. Se houver necessidade, elas farão o encaminhamento para os hospitais de referência, entre eles o Hospital da Mulher.

Com a mudança temporária de perfil, a unidade precisou receber novo mobiliário e equipamentos como respiradores entre outros necessários para o atendimento aos pacientes com novo coronavírus. A unidade conta com nove enfermarias que somam 43 leitos clínicos. Além de uma ala com 53 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Todos os leitos estão desocupados e reservados para atender exclusivamente aos pacientes com Covid-19.

Cada enfermaria terá dois leitos de semi-UTI, que serão destinados a pacientes que exijam cuidados intensos, mas que não necessitem de monitoramento permanente. Os pacientes em estado mais grave serão tratados na UTI. Desta forma, os 53 leitos do Hospital da Mulher ficarão distribuídos em 10 leitos de UTI, 18 leitos de semi-UTI e 25 leitos clínicos, que serão ocupados conforme a gravidade do quadro do paciente diagnosticado com o novo coronavírus.

Fluxo:

Todo o fluxo de atendimento na unidade foi revisto, levando em consideração os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde. A unidade terá duas entradas para os pacientes. Os que tiverem com sintomas mais leves passarão pela ala de pacientes em situação estável, que fará uma avaliação mais detalhada para determinar quais encaminhamentos o paciente receberá. Havendo a possibilidade, o paciente será encaminhado para casa, recebendo todas as orientações necessárias para permanecer em isolamento social. Se forem necessários maiores cuidados hospitalares, ele será encaminhado para um leito clínico.

Já os pacientes com sintomas moderados ou graves entrarão pela entrada de acesso às UTIs onde fará exames mais complexos como uma tomografia do pulmão para identificar o nível de comprometimento dos órgãos em decorrência da infecção. Estes pacientes serão encaminhados para os leitos de semi-UTI ou de UTI, sendo entubados e recebendo o suporte dos respiradores. O equipamento permite que tanto a equipe médica quanto o paciente ganhem tempo para o tratamento entrar em vigor, aumentando as chances de recuperação.

Os pacientes internados que entrarem em fase de recuperação serão encaminhados para a ala pós-Covid. Nesta ala, eles receberão os últimos acompanhamentos até estarem totalmente restabelecidos e possam receber alta hospitalar. Cada uma destas três alas terá médicos de plantão para atender aos pacientes.

Treinamento:

As equipes médicas e de enfermagem que atuarão no Hospital da Mulher estão recebendo treinamento técnico para se familiarizem com todos os protocolos definidos tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto pelo Ministério da Saúde para o atendimento a todo o quadro evolutivo da doença. Desde a apresentação dos primeiros sintomas, permitindo que o diagnóstico clínico seja feito no menor tempo possível, quanto no caso de complicações que agravem o quadro do paciente.

Os profissionais também estão recebendo suporte com psicólogos para minimizar as possíveis aflições psicológicas e danos causados pelo estresse, gerados pela natureza do trabalho.