Salvador/BA: Mãe sai de internação hospitalar após o próprio filho de 14 anos tentar matá-la com vários golpes de estilete.

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Uma mulher que foi atingida por varias vezes a golpes de estilete, desferidos pelo próprio filho, na cidade de Salvador/BA, recebeu alta médica no ultimo sábado (27/08), depois de ter sido internada no Hospital Geral do Estado (HGE). A vítima, que preferiu não se identificar, disse que o adolescente repetia durante as agressões que iria mata-la e a mãe havia “acabado com a vida dele”.

Em conversa com jornalistas, a mulher disse que mora no bairro Dois de Julho, no centro da capital baiana, com o adolescente e a filha mais velha, que não estava em casa no momento do crime.

“Ele chegou da escola por volta das 12h30, quando eu tinha acabado de almoçar. Quando entrei na cozinha para esquentar o almoço, ele estava com o estilete na mão, disse ‘desculpa, mãe’ e me apunhalou pelas costas”, disse a mulher.

Os dois entraram em luta corporal e o adolescente desferiu mais golpes com o estilete. A vítima contou que foi atingida com três golpes no pescoço e várias vezes em outras partes do corpo. “Passei por uma cirurgia de quatro horas e estou com 130 pontos, porque eles não tiveram como contar mais. Fui atingida no pescoço três vezes e outras várias no braço, na cabeça, nas costas, perto do coração e na boca”.

A mulher tentou sair do apartamento e o jovem puxou ela para dentro do imóvel. A vizinhança percebeu a briga e acionou a Polícia Militar. Ela disse que conseguiu tomar o estilete da mão do garoto e saiu em busca de socorro.

“Eu estou viva porque ele pegou o estilete. Se ele pegasse uma faca, com o primeiro golpe eu morreria. O estilete estava enferrujado, não estava afiado e ele usou tanta força que não consigo explicar. Fiquei ensanguentada da cabeça aos pés. Quando nossa cadela mordeu ele, consegui tomar o estilete e fugi”, comentou.

Ela foi socorrida por vizinhos e levada ao hospital, onde foi internada. O garoto foi detido em seguida e levado para a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI), onde permaneceu durante o sábado.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil disse que o adolescente está sujeito a procedimento próprio, estabelecido no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A lei veda a divulgação de atos judiciais, policiais ou administrativos referentes a criança ou adolescente por prática de ato infracional e, por isso, o órgão não informou detalhes sobre a situação atual do jovem.

Histórico de agressão

A mulher disse que o garoto não tem diagnóstico de esquizofrenia ou outro transtorno mental. Ela acrescentou que ele desde a infância não gosta de ser repreendido. Segundo a vítima, já houve outros casos de agressão, porém não houve ferimento.

Ela contou que em 2019, quando o garoto tinha 11 anos, foi cobrado para ficar menos tempo no telefone e computador e estudar. O garoto insatisfeito com a repreensão, apertou o pescoço dela. “Na primeira vez que eu fiz isso, ele veio atrás de mim e me enforcou. Disse que queria que eu morresse, por que eu estava acabando com a vida dele”.

Em abril deste ano, outro caso de violência. Durante uma discussão, segundo a mãe, o jovem estava sentado à mesa e tentou agredi-la com um soco no rosto, mas foi contido pelo noivo dela, que estava no imóvel.

A Polícia Militar informou que isolou o local e levou o adolescente, juntamente com o pai, para a Delegacia do Adolescente Infrator. O caso é investigado pela Polícia Civil.

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