
Um homem identificado como Ronaldo Pereira foi preso em um bar no bairro Santo Antônio, na Zona Sul de Teresina, na noite de quinta-feira (13), suspeito de participar no assassinato de Francisco Gustavo Ferreira Araújo, de 34 anos, que teria sido espancado até a morte em fevereiro deste ano.
De acordo com a investigação, Francisco Gustavo foi vítima de um chamado “tribunal do crime”, nome dado a julgamentos e punições realizados por facções criminosas. Segundo a polícia, ele tinha esquizofrenia e dependência química. A vítima teria sido torturada após furtar o celular da própria mãe.
Ronaldo é considerado foragido por ter um mandado de prisão em aberto por um processo sob sigilo da Justiça. Outros três suspeitos de participar do crime já foram presos. De acordo com a polícia, o investigado faz parte de uma facção criminosa.
O quarto suspeito preso pelo caso foi indiciado por homicídio qualificado, tortura e integração criminosa. Ronaldo foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Relembre o caso;
Segundo a investigação, Francisco foi levado para uma área de pastagem na Zona Sul de Teresina, onde foi espancado por causa do suposto furto, em 26 de fevereiro de 2026. Após as agressões, ele ainda conseguiu pedir ajuda, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. A vítima teve a coluna quebrada e o pescoço deslocado.
O delegado Danúbio Dias informou que a própria mãe de Francisco procurou integrantes da facção para tentar recuperar o celular. Segundo ele, a mulher decidiu não acionar a polícia porque já havia sido ameaçada de morte pelo grupo criminoso em uma ocasião anterior.
Segundo o delegado, a mulher já havia acionado a Polícia Militar após um descontrole anterior do filho em outra ocasião. Depois disso, integrantes da facção a ameaçaram e disseram que ela não deveria levar forças de segurança para a região.
“Por ele ter problemas mentais e também ser usuário de entorpecentes, ele volta e meia tinha comportamentos agressivos com a mãe. Em um desses episódios, a mãe acionou a Polícia Militar que foi ao local tentar contê-lo. A facção ao saber da presença da polícia, foi até a mãe e a ameaçou de morte caso ela trouxesse novamente a polícia para a localidade”, contou o delegado Danúbio.
“Na noite anterior ao crime, a vítima subtraiu o celular da mãe para financiar a compra de entorpecentes. A mãe, ao notar que o celular estava desaparecido, procurou a facção, já que tinha sido ameaçada anteriormente. Ao invés de procurar as autoridades, procurou, por medo, membros da facção”, completou o delegado.
















