Professor é afastado após pedir para alunos se beijarem em sala de aula em troca de pontos na média.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on telegram
Telegram

Um professor do Colégio Estadual Heitor Villa Lobos, na capital Salvador/BA, foi afastado das funções após estimular estudantes a se beijarem em troca de pontos na média curricular.

Em nota, a Secretaria de Educação (SEC) afirma que ao tomar conhecimento da denúncia pela direção do colégio, afastou imediatamente o professor e instaurou um processo administrativo para apurar o caso.

O fato teria ocorrido no dia 11 de novembro, quando o professor de Artes estimulou que os adolescentes do 6º ano A/Fundamental II se beijassem [que têm entre 11 e 13 anos]. Duas mães de alunos prestaram queixa contra o professor na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca).

A direção da escola também divulgou nota, assinada pela diretora, Jeana Lemos de Oliveira. No comunicado, a diretora diz que “repudiou o ato e agiu imediatamente”, e que menos de 24h após o ocorrido, se reuniu com os estudantes na presença dos pais, e enviou uma ata dessa reunião para a SEC, solicitando o afastamento imediato do professor e pedindo a adoção das medidas cabíveis.

A polícia informou que começou a ouvir os envolvidos e que realiza outros procedimentos de investigação. No entanto, afirmou que por se tratar de um caso que envolve crianças e adolescentes não divulgará detalhes.

Em áudios divulgados nas redes sociais, uma aluna presente na sala de aula relatou a situação. 

“Estávamos em uma aula com o professor de artes. Aí uma menina chegou no professor e falou: ‘professor, eu gosto daquele menino’. Aí o professor incentivou a gente a se beijar, menina com menina, menino com menino e menino com menina. Aí ele falou depois: ‘quem se beijar dou cinco pontos’. E ofereceu até dinheiro, R$ 5. Aí a diretora veio e pediu o celular de todo mundo que estava na sala, e pediu todos os vídeos das pessoas que estavam na sala e apagou”, conta uma estudante.

De acordo com a denúncia, os adolescentes chegaram a filmar a situação, mas os celulares teriam sido confiscados pela diretora da escola, que teria apagado os vídeos.

A diretora confirma a versão e diz que solicitou aos alunos que apagassem os vídeos, porém enviou para o seu aparelho de celular dois vídeos com conteúdo do ocorrido, e os enviou para a SEC para que integrem a sindicância contra o professor.

Uma das mães de estudantes que prestaram queixa na delegacia contra o professor, Lidiane Tavares diz que a filha está com dificuldades para dormir e que não se sente segura na escola.

“Houve transtorno agonia na sala. Muitas crianças chorando na sala. Minha filha chegou em casa chorando, desesperada, contando o ocorrido. Ela está sem dormir por conta disso. Estou com psicóloga marcada para ela, que não está se sentindo segura para voltar para a escola. Eu prestei queixa na delegacia do adolescente em Brotas”, afirmou.

O Ministério Público do Estado informou que o Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) tomou conhecimento do caso nesta terça-feira (23) e que tomará providências a partir das Promotorias de Justiça da Infância, Criminal e da Educação.

POSTS RELACIONADOS