
Uma ação do Ministério Público do Maranhão contra a loja da Havan em São Luís tem gerado forte repercussão em todo o país e reacendido debates sobre prioridades na capital maranhense.
O órgão ingressou com uma Ação Civil Pública questionando a instalação da réplica da Estátua da Liberdade, localizada na Avenida Daniel de La Touche. Segundo o MP, a estrutura de aproximadamente 35 metros de altura seria um “engenho publicitário irregular” e causaria poluição visual, além de não possuir o licenciamento adequado.
Na ação, o Ministério Público também pede o pagamento de R$ 500 mil por danos morais coletivos, além da possibilidade de retirada da estátua caso a regularização não seja feita.
Luciano Hang reage e usa redes sociais;
O empresário Luciano Hang, dono da Havan, se manifestou publicamente em suas redes sociais nesta quarta – feira (15/04). Segundo ele, a obra foi realizada dentro da legalidade:
“A obra foi feita com alvarás, dentro da lei”, afirmou.
Hang também criticou o foco da ação, apontando problemas estruturais da capital maranhense que, segundo ele, deveriam ter prioridade:
“Se estivessem realmente preocupados com a poluição visual, estariam cuidando do Centro Histórico que está abandonado”, declarou.
Debate levanta questionamentos sobre prioridades em São Luís.
O caso acabou abrindo um debate mais amplo sobre a atuação do poder público e as reais necessidades da população de São Luís.
Entre os problemas frequentemente apontados por moradores e especialistas estão:
- Infraestrutura precária em diversos bairros
- Ruas esburacadas e falta de manutenção urbana
- Problemas no transporte público
- Desvalorização e abandono do Centro Histórico
- Falta de investimentos mais amplos em segurança e mobilidade
Diante desse cenário, a ação contra um símbolo comercial acabou sendo vista por parte da população como desproporcional frente a desafios mais urgentes da cidade.
Havan destaca geração de empregos e investimentos:
A Havan é uma das maiores redes varejistas do país, com presença em diversos estados e forte geração de empregos.
A empresa estima chegar a cerca de 25 mil colaboradores diretos no Brasil, com planos de expansão contínua e investimentos bilionários. No Maranhão, a unidade de São Luís é apontada como uma das de maior faturamento da rede, refletindo a aceitação do público local e o impacto econômico da empresa na região.
Enquanto o Ministério Público do Maranhão defende a necessidade de cumprimento das normas urbanísticas e ambientais, o caso levanta discussões sobre equilíbrio nas prioridades públicas.
De um lado, a legalidade e a organização urbana; do outro, o questionamento sobre o foco de ações diante dos inúmeros desafios enfrentados pela população.
O processo segue na Justiça e deve continuar gerando repercussão nos próximos dias.
















