
O Grupo Mateus, considerado a terceira maior rede varejista do país, registrou uma queda de 13,9% no quadro de funcionários entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026. As informações foram divulgadas pelo jornal Valor Econômico. De acordo com a publicação, a medida integra uma estratégia de reavaliação dos custos operacionais, com foco no controle de despesas e na manutenção da margem de lucro da empresa.
De acordo com os números apresentados, a empresa passou de 47,9 mil para 41,2 mil empregados nas operações dos estados da Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Ceará e Sergipe, consequentemente esses estados são os mais afetados. Em relação a setembro de 2025, a queda foi de 11,5%.
Segundo a companhia, o corte faz parte de uma revisão operacional para buscar um “ponto ótimo” entre despesas e margem de lucro em meio à desaceleração das vendas e ao aumento da pressão sobre o consumo das famílias.
Durante teleconferência com analistas, o presidente do conselho, Ilson Mateus Rodrigues, afirmou que a empresa busca equilíbrio: “Se reduz demais é um problema e se reduz de menos fica com despesa”. A direção também indicou que novos ajustes de custos ainda devem continuar.
A empresa atribuiu a queda à deflação de alimentos como arroz, óleo e café, além do maior endividamento das famílias e da mudança no padrão de consumo da população. O lucro líquido do grupo caiu 21,8%, para R$ 212,9 milhões. Mesmo assim, a margem bruta subiu para 22,9%, refletindo a estratégia de priorizar rentabilidade em vez de volume de vendas.
O comando da companhia também reforçou que vê a logística como peça central da operação. “Somos uma empresa de logística que por acaso tem lojas”, afirmou Rodrigues.
















